quarta-feira, 5 de novembro de 2008

As Lendas e História do Café



Sou uma das Amantes do Café - até estou no ORKUT ...
Sempre fui assim, busco conhecer a fundo o que gosto, como quero fazer essa viagem pela minha bebida favorita... lá vou eu publicar meus achados e dividir, com quem, como eu, assume o vício nessa bebida saborosa, quentinha e que nos dá um grande conforto em dinhas frios e prazer sem descrição em dias quentes... nos despertam de uma noite de sono, nos animam no meio de uma tarde e nos dão uma "boa noite" em um gostoso café com leite quando estamos indo para nossos lençóis...
Enquanto imaginamos a xícara fumegante - vamos seguir essa viagem no tempo...

A lenda de Kaldi
(
registrada em manuscritos do Iêmen, do ano de 575, é considerada a primeira referência alusiva ao café)

Ainda que verdadeira essa velha história, ao pastor observador só caberia a metade da honra da descoberta; a outra pertence incontestavelmente àquele que, pela primeira vez, pensou em torrificar essa baga. Brillat-Savarin, A fisiologia do gosto, c. de 1797

A lenda acerca do descobrimento do café mais difundida e aceita tem como protagonista um pastor da região Nordeste da África - Absínia, hoje Etiópia chamado Kaldi (300 AC). Este observou que suas cabras ficavam muito ativas depois de comer certas frutas vermelhas. Provou as mesmas e descobriu que ele também se sentia muito enérgico.

Contou sua história a monges e estes começaram a comer os frutos desta planta para poder permanecer acordados durante suas orações noturnas. Os monges descobriram que se podia fazer uma bebida de gosto agradável com o mesmo poder energético quando torravam as sementes e posteriormente faziam
a infusão. Tudo leva a crer que exemplares nativos dessa espécie podiam ser encontrados em toda a faixa equatorial que atravessa o continente africano, desde a Etiópia até o Congo, alcançando o sul de Angola.
As mais aprofundadas investigações históricas têm permitido estabelecer que o uso da beberagem feita com as sementes do cafeeiro foi iniciado pelos árabes do Iêmen, onde ocorreram as primeiras plantações, no sétimo século da nossa era, portanto entre os anos 600 e 700 DC. O "kahwah" ou "cavé" fora, então, para ali trazido de longe, de sua pátria, das terras altas da misteriosa Abissínia, onde não se Ihe conhecia qualquer uso.

Fontes: Ufv.br/poscolheita/aguas/caracterizacao.htm
Douweegbertscoffeesystems.com/pt/OutOfHome/PaixaoPeloCafe/DoCafeeiroAChavena/
Plantaservas.hpg.ig.com.br/arquivos/ervas/Cafeeiro.htm


Outra Lenda...
Entre os árabes conta-se que, há muitos anos atrás, Alá, pela voz do profeta Maomé, lhes proibiu o uso de vinho. Eles obedeceram, mas andavam tristes e melancólicos, sem terem uma bebida reconfortante.
Certo dia de Verão, um pastor ia pelo campo com o seu rebanho e, tanto ele como os seus animais, caminhavam com indolência por estar um calor sufocante.
De repente, a paisagem transformou-se e apareceu um vale cheio de arbustos muito verdes. O rebanho, para matar a fome e a sede, devorou, avidamente, aquela verdura. Qual não foi o espanto do pastor, quando, pouco tempo depois, viu os animais a darem cambalhotas e a correrem de um lado para o outro, cheios de vida.
Assombrado, o pastor apanhou um punhado de grãos dos arbustos e foi contar a um velho mago o que acontecera.
Ele ferveu os grãos em água e obteve um líquido aromático - CAFÉ - que os dois homens beberam, sentindo logo uma alegre sensação de vivacidade.
Acharam então que aquilo tinha sido uma dádiva do seu Deus para os compensar da proibição de beberem vinho.


E a lenda continua...
Conta-se que no décimo non o dia do mês de Nizã, no contexto judaico, 03 de abril do ano 33, no contexto gregoriano, Jesus atravessando a "Via Crucis", cansado e com sede, solicita que alguém lhe dê água, no entanto, a verdade é que ninguém o atende. Não obstante, uma mulher pega um dos galhos de um arbusto que abunda a encosta da montanha chamada Gólgota e, incontinente, sacode o orvalho da madrugada sobre a face de Jesus.
Jesus levanta a cabeça, contempla a arvore e diz:... - "Oh arvore amiga és desprezada por todos os homens somente amam as arvores que dão frutos e contigo tal nao se dá; mas, de hoje em diante, a tua sorte vai mudar. Passarás dar fruto e eles servirão para amainar a maldade do coração humano. Jesus segue o seu caminho no rumo do vergonhoso crime da cruz e, no dia seguinte, aqueles arbustos estão eivos de uns frutinhos vermelhos que todos começaram a provar.
O fato é que, nos dias da atualidade, no mundo inteiro, todos procuram pelo "Café".
Verdade é; sim ou não!YOSEPH YOMSHYSHY
Publicado no Recanto
das Letras em 03/11/2007
Código do texto: T721632Copyright © 2007. Todos os direitos reservados.


E mais outra Lenda...

Existem outras narrativas que falam sobre um fanático religioso expulso de Moca que se refugiou nas montanhas da Arábia. Ele provou alguns frutos estranhos que cresciam num arbusto. Como eram amargos, ele tentou melhorar o sabor tostando-os sobre o fogo. Isso os tornou quebradiços, e ele tentou amolecê-los na água, e quando a água na qual os grãos estavam imersos se tornou marrom, este Sr. Omar (pois este era o seu nome) bebeu e descobriu como aquilo era bom e revigorante. Isso foi lá pelos idos do século treze. Muito antes disso o café crescia à vontade na Abissínia.


Longe da lenda

A História nos conta que tribos africanas conheciam o café desde tempos remotos; moíam os grãos e produziam uma pasta para alimentar os animais. Essa pasta também era ingerida antes dos combates para
aumentar a disposição dos guerreiros.
Tomados como escravos, esses homens foram levados à Península Arábica, e o estranho alimento que ingeriam foi então conhecido pelos árabes.http://www.thethirdnipple.com/dorepente/download/dorepente02.pdf
A História continua, embora existam ainda algumas divergências quanto ao local e à época exatos em que se iniciou o cultivo e o uso sistemático do café, parece certo que a África foi o berço do gênero Coffea.

É certo, também, creditar-se ao povo árabe tal façanha. Parece que foram os próprios árabes, em seus processos expansionistas, os grandes disseminadores da espécie por todo o mundo conhecido em sua época. E é por esse motivo que uma das espécies mais conhecidas e cultivadas comercialmente hoje em dia, a primeira a ser descrita pelos árabes e a chegar ao continente europeu, tenha sido justamente batizada como Coffea arabica. A partir de seus centros de origem e de dispersão, o café iniciou sua grande migração ao redor do mundo. Com os árabes, seu cultivo foi levado para as regiões litorâneas do Mar Vermelho. Em 1690, o café foi dali para as ilhas de Java, Bornéu e Sumatra, na Indonésia, levado pelos holandeses. Da indonésia, rapidamente partiu para as terras do atual Sri Lanka, no Oceano Índico, por onde chegou à Índia e penetrou no continente asiático. No início do século XVII, o café proveniente dessas regiões alcançava altos preços no mercado europeu e já era fartamente comercializado pelos holandeses e venezianos, que se apressaram a juntar os sacos de café às preciosas especiarias trazidas do Oriente. Reputado como
produto de grandes propriedades medicinais, revigorador do intelecto e excitante, o café foi introduzido na Europa e passou a ser cada vez mais consumido: os grãos de café, torrados e moídos, eram colocados na água quente e consumidos à moda dos árabes, o que incluía a aromatização com canela e cravo da
Índia. Entre 1706 e 1718, período curto considerando-se as distâncias e as dificuldades de transporte da época, o café foi levado, pelas mãos dos holandeses, da Indonésia até a América, passando antes pelos jardins botânicos europeus.

Logo as cidades européias ganharam cafeterias em profusão, onde se reuniam escritores, filósofos e artistas em torno da bebida café em suas variadas preparações. Desde então, ou até mesmo muito antes disso, o café já tinha encontrado sua verdadeira vocação: o aroma e o sabor do líquido escuro, sorvido em pequenos goles, têm a capacidade de reunir as pessoas e, mesmo que por poucos minutos, instaurar o silêncio e fazer refletir.

Nas possessões da França e da Holanda na América do Sul e nas Antilhas, iniciou-se prontamente o seu cultivo e, por questões de segurança e de monopólio, tornou-se proibida a venda de qualquer café que fosse capaz de nascer, crescer e produzir. Apesar de tantos cuidados, menos de 10 anos depois o café chegou ao Brasil, mais precisamente em Belém do Pará, pelas mãos do sargento-mor Francisco de Melo Palheta, que obteve mudas e sementes não se sabe ao certo de que forma. No mesmo ano de 1727, o café começou a ser cultivado em terras brasileiras, expandindo-se logo em seguida para outras regiões: Maranhão, Ceará, Vale do São Francisco, Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro.


No final do século XVIII, o café estava chegando ao Vale do Paraíba, no Estado de São Paulo: era o início da grande saga do café do Brasil. Alguns anos depois, na região de Campinas, porta de entrada para as áreas
paulistas de "terra roxa", as plantações de café começaram a mostrar todo o seu potencial econômico. Em pouco tempo, na metade do século XIX, São Paulo já aparecia nas listas dos grandes produtores e exportadores de café. As plantações foram se diversificando: os governos e os produtores começaram a investir em pesquisas para o melhoramento da espécie e para a criação de novas linhagens e no desenvolvimento de técnicas de plantio, colheita e beneficiamento. As altas sucessivas do preço internacional do café, conseqüência da expansão do mercado norte- americano, foram empurrando e ampliando a cafeicultura para o Oeste, por todo o interior do Estado de São Paulo e adjacências. O volume de capital gerado e movimentado com a atividade cafeeira e com o estabelecimento das grandes fazendas modificou completamente o modo de vida das regiões produtoras e levou os "Barões do Café" a ocuparem lugares de proeminência na cena política nacional.

Em 1920, o Brasil passou a ocupar o primeiro lugar entre os países exportadores de café de todo o mundo posição esta que manteve por muitos anos - e que ligou seu nome, de maneira definitiva, com a imagem do
café.


Desde que atingiu seu apogeu no Brasil, com períodos de maior ou de menor crise, pode-se dizer que a cultura do café aí se manteve. Prosseguindo seu movimento de migração, o café passeou por muitas regiões,
atingindo um pico impressionante em algumas delas e, rapidamente, entrando em declínio, como foi o caso do Estado do Paraná após a grande geada de 1975. Hoje em dia seu cultivo avança nas terras dos cerrados de Minas Gerais, onde o clima e o solo favorecem sobremaneira o plantio do Coffea arabica, conquistando uma altíssima qualidade, já reconhecida pelo mercado internacional.
Hoje em dia, o Brasil é o maior produtor de café do mundo, vindo depois o Vietname, Colômbia e Indonésia. A perda de controle por parte do Brasil do mercado mundial (o País já teve 80% do mercado mundial e hoje apenas cumpre sua cota de 25%, ou de 18 milhões de toneladas/ano) teve alguns aspectos positivos. Entre eles, o de alertar para a necessidade de introduzir conceitos de qualidade e dar maior atenção à diferenciação do produto, explorando internacionalmente a faixa gourmet, hoje dominada pela Colômbia e por países da América Central. A tendência para a introdução de técnicas de adensamento da produção, o uso crescente da irrigação (em Minas Gerais), a concentração do plantio em regiões de baixa incidência de geadas e a busca de mercados de qualidade abrem a perspectiva de retomada de parte do espaço perdido no período em que o País se dedicou apenas a administrar uma política de preços e tarifas de exportação elevados. Cresce exclusivamente em regiões tropicais e subtropicais. Os EUA são o maior consumidor, importando cerca de 1/3 do café cultivado no mundo. Estima-se que mais de 20 milhões de pessoas trabalham na indústria do café ou em um negócio relacionado com o mesmo.
O fruto do cafeeiro é formado pelo grão (endosperma + embrião), que é envolvido pelo pergaminho ou endocarpo, pela polpa ou mesocarpo e, finalmente, pela casca ou epicarpo.

O cafeeiro pertence ao subgênero Coffea, família Rubiaceae, formado por 100 espécies. Das espécies cultivadas, Coffea arabica (café arábica) e Coffea canephora (café robusta) são as mais importantes economicamente, sendo C. arabica responsável por 70% da produção mundial e 99% da produção da América Latina. O café arábica contém menos cafeína que o robusta. Por conseqüência, a quantidade de cafeína ingerida com uma taça de café puro arábica é inferior a 100 miligramas, enquanto uma taça de café robusta pode conter mais de 200 miligramas de cafeína. É um arbusto de até 4 m de altura, caule reto de casca cinzenta e rugosa. Copa cônica com ramos laterais pendentes. Folhas onduladas nos bordos e de coloração verde-acinzentada quando jovens, verde-brilhante posteriormente. Flores brancas aglomeradas ao longo dos ramos, aromáticas e atrativas para abelhas. O fruto possui uma forma ovóide, verdes passando a vermelhos e tornando-se pretos, de acordo com as fases de maturação. Casca lisa e brilhante, contendo sementes de coloração acinzentada, branco-amarelada ou amarelo- esverdeada, envoltas por polpa branca, adocicada. Prefere regiões de clima ameno, não suporta geadas. Necessita de solos férteis, drenados e arejados. Desenvolve-se melhor em locais sombreados. Existem inúmeras variedades de cafés conhecidos como arábica, com tipos e linhagens diferentes de cafés, de maior ou menor produtividade, rusticidade e resistência às pragas e às intempéries, mais ou menos exigentes de cuidados, dos quais se obtêm grãos, pós e bebidas de qualidades e preços também extremamente variados.

O Café possui na sua constituição química alcalóides, incluindo os alcalóides purínicos ou xantinas (cafeína, teobromina, teofilina, paraxantina), ácidos orgânicos (ácido clorogênico e os ácidos cafeico, metilúrico, vanílico, hidroxibenzoico e ferrúlico), flavonóides (caempferol, quercetol), diterpenos (cafestol, caveol),
salicilatos (salicilato de metila), EDTA, ácido benzóico, derivados nicotínicos (trigonelina), óleos essenciais (ácido cinâmico, aldeído cinâmico), vitaminas (nicotinamida, ácido ascórbico, tiamina, riboflavina e caroteno) e minerais (cálcio, fósforo e ferro). Assim, a cafeína é um componente natural do café. O efeito mais significativo da cafeína é um leve estímulo do sistema nervoso. Este estímulo pode ser uma sensação de estar menos cansado e ter mais energia. Também pode ter efeitos positivos na concentração e na rapidez de reacção. Os efeitos da cafeína dependem do peso do corpo e das características biológicas de cada pessoa. Não existe nenhuma regra especial. Há outros produtos, como o chá, que também contém cafeína.
A bebida é excitante do sistema nervoso, ativa o cérebro e a circulação do sangue, é tônico do coração e dos músculos, combate derrame cerebral, asma, diarréia e embriaguez.
Fontes: Ufv.br/poscolheita/aguas/caracterizacao.htm
Douweegbertscoffeesystems.com/pt/OutOfHome/PaixaoPeloCafe/DoCafeeiroAChavena/
Plantaservas.hpg.ig.com.br/arquivos/ervas/Cafeeiro.htm
http://www.cafeesaude.com.br/historia/


CRONOLOGIA HISTÓRICA DO CAFÉ NO MUNDOFonte: Pascoal, Luis Norberto - “The Aroma of Coffee”
São Paulo, 1999 – Editora Fundação EducarCompilado pelo "Anuário
Brasileiro do Café 2005"
LINHA DO TEMPO:
575 – Lenda de Kaldi, um pastor de cabras que descobre o valor estimulante do café. O café, utilizado como alimento cru, começa a ser cultivado em grande quantidade no Yêmen.
900 – Tribos da Etiópia consomem a fruta macerada, misturada com banha, como alimento.
1000 – Descobre-se a infusão de café. A fruta é mergulhada em água fervida e esta infusão é usada com fins medicinais.
1453 – O hábito de beber café torna-se popular em Constantinopla, levado pelo Império Otomano.
1475 – Primeiro café do mundo (coffee shop) é aberto em Constantinopla, o Kiva Han. As leis turcas permitiam que a esposa pedisse o divórcio caso o marido não fosse capaz de prover uma cota de café.
1480 – A bebida é preparada da mesma forma que conhecemos nos dias de hoje. O café se torna popular na Arábia, e como o Alcorão proíbe as bebidas alcoólicas, passa a ser bastante utilizado em cerimônias
religiosas.
1511 – Khair Beg, governador de Meca, tenta proibir o consumo de café. O sultão, sabendo do ocorrido, decreta uma lei que torna o café uma bebida sagrada e condenar o governador à morte.
1530 – O café é levado para Mokha, onde se inicia um grande cultivo.
1592 – Prospero Alpino descreve o cafeeiro no livro De Plantis Aegypti, publicado em Veneza.
1615 – A primeira importação de café para a Europa é feita pelos venezianos.
1624 – A prática da torrefação e da moagem de café espalha-se pela Europa. Um dos responsáveis por
essa divulgação foi Botteghe del Caffè. No Cairo, inicia-se o uso de açúcar para adoçar o café.
1652 – Abre-se o primeiro café de Londres, Pasquar Rose que causou conflito religioso, já que o café era considerado uma bebida impura para alguns religiosos da Inglaterra.
1658 – Os holandeses conseguem algumas mudas de café de Mokha.
1668 – O café invade a América do Norte, levado pelos holandeses. Em Nova Amsterdã (Nova York) e Filadélfia, são abertas as primeiras
coffee shops.1683 – Nova York inicia um grande mercado de grãos de café em Wall Street, Exchange Coffee House.
1687 – O exército otomano cerca Viena. Franz Geord Kolschitzky, um vienense, escapa do cerco turco e sai em busca de reforço. Os turcos recuam, deixando para trás várias sacas de café que Franz declara suas como “recompensa” pela vitória. Assim é aberta a primeira coffee house de Viena e difundido o hábito de coar a bebida e de bebê-la adoçada com leite.
1688 – É aberto o primeiro café de Paris, Procobe, que atualmente é um restaurante em que se pode sentir a tradição das primeiras cafeterias européias.
1690 – Da estufa do jardim botânico de Amsterdã saem alguns pés de café e, em 1699, inicia-se o plantio experimental em Java e posteriormente em Sumatra.
1714 – O rei francês Louis XIV é presenteado com plantas de café pelo burgomestre de Amsterdã. Estas são
colocadas na estufa dos jardins de Versailles. Destas mudas, os franceses levam o café para as Ilhas de Sandwich e Bourbon.
1718 – Holandeses levam o café para o Suriname, região Nordeste da América do Sul, que se transforma em um grande centro produtor.
1720 – Floriano Francesconi inaugura o café Florian na Piazza San Marco, em Veneza, até hoje uma tradição.
1723 – Gabriel Mathieu de Clieu, capitão da marinha francesa viaja para a Martinica levando mudas de café. A viagem é longa e algumas mudas morrem. O capitão resolve dividir com elas a sua ração de água para que chegassem ao continente. As plantas sobrevivem à viagem e se adaptam muito bem ao clima local. Infelizmente, o capitão, que já tinha 80 anos na época da viagem, não ficou vivo o suficiente para ver os resultados de seus esforços. Elas deram origem a grandes plantações, que seriam as ancestrais da América.
1727 – Primeira plantação de café em terras brasileiras. O café começa a ser cultivado no Pará, a partir de semente trazida do Suriname por Francisco de Melo Palheta.
1730 – Ingleses iniciam plantações na Jamaica, dando origem ao famoso café Blue Mountain.
1732 – Johann Sebastian Bach compõe a Cantata ao Café. As cafeterias já haviam se tornado um local para
apreciação da música.

1760 – Mudas de Goa são trazidas para o Rio de Janeiro. O café é plantado na Gávea e na Tijuca por João Alberto Castello Branco.
1820 – O cientista alemão Ferdinand Runge descobre a cafeína a partir do café.
1843 – Depois de avançar pelo Vale do Paraíba, o café torna-se uma commodity importante para os brasileiros e chega a Campinas, consagrando-a como capital da cafeicultura paulista.
1860 – O Brasil torna-se uma grande potência exportadora de café, com 26 milhões de pés plantados.
1867 – Inaugurada a Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, que unia o principal porto de exportação à região produtora de café.
1900 – Ludwig Roselius coloca no mercado o primeiro café sem cafeína.
1906 – Santos Dumont realiza seu primeiro vôo com o 14 Bis e reforça sua imagem de maior cafeicultor do
mundo, conhecido como “ o rei do café” , divulgando sua marca “Santos” por toda a Europa.
1929 – Com a crise decorrente da quebra na Bolsa de Nova York, há uma desestabilização do mercado. O financiamento junto aos bancos estrangeiros é interrompido, e os preços despencam, levando o setor para uma enorme crise.
1944 – Fim do domínio brasileiro no mercado de café.
1971 – Começa nos Estados Unidos a popularização do café espresso (ou expresso*), com a difusão de redes de cafeterias. As máquinas de café espresso automáticas ganham presença no mundo todo.
1996 – Consumo mundial supera a barreira de 100 milhões de sacas.
1997 – O Brasil atingiu recorde de quase US$ 3 bilhões na exportação de café, tendo a Alemanha superado os Estados Unidos como maior importador.
1998 – O Comitê do Conselho da Bolsa de Nova York coloca na pauta o café despolpado brasileiro. A quantidade de lojas especiais para café na América do Norte supera a casa das 10 mil.

*As duas formas de grafia são utilizadas . A expressão refere-se ao modo de preparo, onde o café é moído na hora e filtrado sob pressão de 69 kilos por 30 segundos, com água a 90ºC, gerando uma bebida cremosa e aromática. Esse tipo de preparo é originário da Itália e, por isso, também escrito com “S”, significando “feito sob pressão”.

Nenhum comentário:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...